No dia 12, durante um mega-comício, Chávez disse: "A partir de domingo, o povo, e não o tempo, colocará e tirará governos."
Existem duas coisas sem as quais não há democracia: rodízio de poder e temporariedade dos mandatos eletivos; uma coisa depende da outra. Portanto, é necessário que seja determinado um limite de reeleições, pois sem isso, os cargos outrora temporários acabam se tornando quase que vitalícios, o que impossibilita o rodízio de poder.
A Folha errou ao afirmar que "a Assembléia Nacional da Venezuela possui maioria chavista", pois a oposição não possui nenhuma cadeira no parlamento.
A oposição está criticando a vulnerabilidade das urnas eletrônicas, pois o Conselho Eleitoral da Venezuela está, pelo menos em parte, no bolso de Chávez. Porém, em vez de incentivarem o boicote às urnas, as principais lideranças da oposição estão instando a população oposicionista a votar, pois trata-se de uma chance sem precedentes de parar Chávez pela via democrática.
domingo, fevereiro 15, 2009
A novilíngua da Folha de S. Paulo
Freqüentemente, a nomenclatura usada pela Folha para classificar as coisas parece uma novilíngua. Na edição de 14 de fevereiro, a Folha chamou Fidel Castro de "ex-ditador" (sic). Mas, ora, que diabos é um "ex-ditador"? Desde quando isso existe?
A bem da verdade, a situação atual da ditadura cubana é a seguinte: Fidel é o "ditador honorário" e Raúl é o "ditador em exercício". Aliás, Fidel só será um "ex-ditador" quando "bater com as dez".
A bem da verdade, a situação atual da ditadura cubana é a seguinte: Fidel é o "ditador honorário" e Raúl é o "ditador em exercício". Aliás, Fidel só será um "ex-ditador" quando "bater com as dez".
domingo, fevereiro 01, 2009
A era da capacitação
Recentemente, lembrei-me das estultices vociferadas por uma professora sobre a qual já escrevi no meu blog - um trubufu petista que dava aulas de geografia e freqüentemente falava besteiras homéricas sobre assuntos referentes à informática, à internet, à automação, enfim, ao progresso tecnológico. Certa vez, ao falar de um documentário televisivo que havia visto sobre navegação, ela proferiu a seguinte asneira:
"Antigamente, os marinheiros faziam tudo ´na raça´, mudando os navios de uma direção para outra ´no muque´. Já hoje em dia, está tudo automatizado. Basta o sujeito apertar um botão no computador que ele faz tudo sozinho".
Sobre essa declaração da ilustre propedeuta, digo o seguinte: se, por um lado, a navegação de décadas atrás dependia da força bruta, por outro lado, a informatização das embarcações não transformou o computador num Mandrake que faz tudo por conta própria. A bem da verdade, estamos no limiar da era da capacitação, em que a força bruta será cada vez mais substituída pela aplicação do conhecimento.
Os computadores que controlam as embarcações possuem softwares altamente complexos, que obviamente são elaborados por pessoas altamente capacitadas. Depois, esses computadores têm que ser operados por pessoas igualmente capacitadas, pois a operação de uma embarcação, ainda que informatizada, certamente requer especialização técnica de alto nível.
Esse comunossauro acadêmico era daqueles que acreditam que a automação seria uma espécie de facilitação vulgarizadora do conhecimento, mas eu jamais perderia meu tempo tentando desfazer esse mito construído na cabeça desse exu lulista, pois desse mato não sai coelho...
"Antigamente, os marinheiros faziam tudo ´na raça´, mudando os navios de uma direção para outra ´no muque´. Já hoje em dia, está tudo automatizado. Basta o sujeito apertar um botão no computador que ele faz tudo sozinho".
Sobre essa declaração da ilustre propedeuta, digo o seguinte: se, por um lado, a navegação de décadas atrás dependia da força bruta, por outro lado, a informatização das embarcações não transformou o computador num Mandrake que faz tudo por conta própria. A bem da verdade, estamos no limiar da era da capacitação, em que a força bruta será cada vez mais substituída pela aplicação do conhecimento.
Os computadores que controlam as embarcações possuem softwares altamente complexos, que obviamente são elaborados por pessoas altamente capacitadas. Depois, esses computadores têm que ser operados por pessoas igualmente capacitadas, pois a operação de uma embarcação, ainda que informatizada, certamente requer especialização técnica de alto nível.
Esse comunossauro acadêmico era daqueles que acreditam que a automação seria uma espécie de facilitação vulgarizadora do conhecimento, mas eu jamais perderia meu tempo tentando desfazer esse mito construído na cabeça desse exu lulista, pois desse mato não sai coelho...
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