A seguir, notícia da BBC Brasil:
13/05/2010 - 00h19
Los Angeles aprova boicote contra Arizona por lei de imigração
O Conselho da cidade de Los Angeles, Califórnia, aprovou nesta quarta-feira um boicote contra empresas e negócios do Estado americano do Arizona como uma forma de protesto contra a nova lei de imigração sancionada pelo governo do Estado no mês passado.
A maioria dos membros do Conselho (que equivale à Câmara dos Vereadores no Brasil) concordou em suspender a maior parte das viagens oficiais de autoridades para o Arizona, além de impor restrições a assinaturas de novos contratos entre a cidade e empresas do Estado.
No mês passado, o Arizona aprovou uma lei que obriga a polícia a checar a documentação de qualquer pessoa suspeita de ser um imigrante ilegal nos Estados Unidos.
A nova lei de imigração gerou diversos protestos no país e seus críticos argumentam que ela encoraja a distinção racial, já que a polícia poderia abordar qualquer pessoa que considere ter aparência de imigrante.
Teme-se que principalmente hispânicos sejam alvo da medida.
Antes de Los Angeles, outras cidades já haviam aprovado resoluções contra a medida, mas, pelo tamanho e importância da cidade californiana, a aprovação desta quarta-feira está sendo encarada como um dos mais duros protestos contra a lei do Arizona.
Impacto O projeto de lei aprovado pelo Conselho será encaminhado agora ao prefeito da cidade, que já prometeu sancioná-lo. Caso entre em vigor, a lei pode representar perdas de até US$ 8 milhões para o Arizona.
Los Angeles é a segunda maior cidade dos Estados Unidos e calcula-se que 39% de sua população tenha nascido fora do país.
"Mesmo sendo americano, eu não posso ir para o Arizona sem meu passaporte", disse o membro do Conselho Ed Reyes, de acordo com o jornal Los Angeles Times.
Entre outras medidas, a nova lei irá suspender a maior parte das viagens oficiais de autoridade de Los Angeles ao Arizona, além de criar obstáculos para que órgãos públicos assinem novos contratos com empresas do Estado.
Um porta-voz da governadora do Arizona, Jan Brewer, classificou o boicote como "impensado e prejudicial".
"Parece que o Conselho de Los Angeles está fora de contato com o que pensa a maioria dos americanos sobre o assunto", disse o porta-voz Paul Senseman em um comunicado.
O Poder Legislativo do Arizona, controlado por membros do Partido Republicano, aprovou a polêmica lei no mês passado, após declarar que Washington havia falhado em controlar a imigração ilegal.
A lei deve entrar em vigor em 29 de julho.
A seguir, meus comentários:
Os vereadores da cidade de Los Angeles não têm idéia do tamanho do problema que estão arranjando não apenas para a cidade, mas para todo o Estado da Califórnia.
A lei do Arizona deixa claro que o problema não são os imigrantes em geral, mas apenas os imigrantes ilegais.
Os Estados de Arizona e Califórnia fazem divisa um com o outro e ambos fazem fronteira com o México. Portanto, os ilegais que antes pensavam em invadir o Arizona passarão a invadir a Califórnia. Isso não trará problemas imediatos para Los Angeles, pois a cidade fica longe da fronteira com o México. Os ilegais vão passar por cidades como San Diego, Santa Ana, Anaheim, Long Beach etc. para só depois alcançarem Los Angeles, isto é, o sul do Estado da Califórnia ficará repleto de ilegais. Essas pessoas muitas vezes virão com suas famílias e vão acabar onerando demais o governo em áreas como saúde e educação, por exemplo. Além disso, os imigrantes ilegais, por definição, não pagam impostos, e vão tirar empregos dos cidadãos comuns, pois, por estarem em situação irregular no país, aceitarão qualquer tipo de trabalho em quaisquer condições.
Agora, resta saber o que as autoridades estaduais da Califórnia farão sobre esse problema iminente.
domingo, maio 16, 2010
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Só boa-fé não basta
Não são poucas as pessoas que acham que os donos de sites como Orkut, Google, YouTube, Yahoo etc. têm que ser penalizados por que alguns bandidos os usam para cometer crimes, tais como pedofilia, narcotráfico, tráfico de armas, tráfico de crianças, tráfico de mulheres etc. Porém, as pessoas que pensam dessa maneira, apesar de bem-intencionadas, não entendem como as coisas funcionam na internet.
No caso dos bandidos que usam quaisquer sites na internet, os proprietários dos sites não têm culpa de eles os usarem para o mal, até porque a grande maioria, isto é, milhões de usuários, os usam para o bem.
Processar os donos dos sites pelos quais alguns bandidos praticam a pedofilia seria o mesmo que processar a Tramontina porque alguns consumidores usam as suas facas para matar pessoas. Os donos da Tramontina não têm culpa se algum bandido usa uma faca sua para o mal. Na internet, é a mesma coisa.
O que poderá resolver ou pelo menos combater de fato esse problema será quando a polícia rastrear os IPs dos computadores dos bandidos, os processar e os meter na cadeia. Isso sim é que seria justo.
O debate sobre os crimes que são cometidos na internet demonstra que só boa-fé não basta, pois só quem tem o mínimo de noção de como a internet funciona na prática é que percebe como seria injusto, por exemplo, multar os donos do Google em milhões de dólares porque existem comunidades de pedofilia no Orkut, enquanto que os verdadeiros culpados continuariam livres para delinqüir.
No caso dos bandidos que usam quaisquer sites na internet, os proprietários dos sites não têm culpa de eles os usarem para o mal, até porque a grande maioria, isto é, milhões de usuários, os usam para o bem.
Processar os donos dos sites pelos quais alguns bandidos praticam a pedofilia seria o mesmo que processar a Tramontina porque alguns consumidores usam as suas facas para matar pessoas. Os donos da Tramontina não têm culpa se algum bandido usa uma faca sua para o mal. Na internet, é a mesma coisa.
O que poderá resolver ou pelo menos combater de fato esse problema será quando a polícia rastrear os IPs dos computadores dos bandidos, os processar e os meter na cadeia. Isso sim é que seria justo.
O debate sobre os crimes que são cometidos na internet demonstra que só boa-fé não basta, pois só quem tem o mínimo de noção de como a internet funciona na prática é que percebe como seria injusto, por exemplo, multar os donos do Google em milhões de dólares porque existem comunidades de pedofilia no Orkut, enquanto que os verdadeiros culpados continuariam livres para delinqüir.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Mais uma vez, a Igreja brasileira dá um tiro no pé
Hoje, vi no blog do meu amigo e católico medieval Leonardo Bruno, mais conhecido como Conde (www.cavaleiroconde.blogspot.com), o cartaz da Campanha da Fraternidade 2010 da CNBB, cujo título é: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro - Mt 6,24". Essa campanha colide frontalmente com a vontade do povo brasileiro e com os rumos que a própria sociedade brasileira está tomando em termos econômicos. Na opinião de Conde, essa campanha é uma maquinação da "esquerda católica", ou, como muitos dizem, dos "padrecos vermelhos" da "CNBdoB". Na minha opinião, por outro lado, essa é a postura da Igreja inteira, e não apenas da sua ala esquerda, socialista. Igreja Católica pró-capitalista é o mesmo que reunião de Papas: não existe.
Apesar de o Vaticano ser um dos Estados mais ricos do mundo, a Igreja Católica sempre pregou a pobreza e sempre condenou o espírito empreendedor. A Igreja medieval que condenava o lucro é a mesma Igreja atual que condena a riqueza - dos outros, é claro. O grande problema da Igreja atual é que o povo brasileiro não agüenta mais viver na pobreza. Os brasileiros querem enriquecer e dar um padrão de vida melhor aos seus filhos do que o que herdaram dos seus pais.
Eu, que fui batizado, catequizado e comunguei, jamais concordei com essa postura hipócrita da Igreja de Roma. Aliás, eu sempre achei que a Igreja deveria mudar. Mas ela não muda. Não muda e pronto. Não muda porque não quer mudar, não quer dar a mão à palmatória e reconhecer que está totalmente errada nesse ponto, como em muitos outros.
Que me desculpem os carolas, mas se a Igreja brasileira continuar com esse discursinho, o Brasil se transformará rapidamente numa nação protestante, e será bem feito para o Clero. Com essa campanha pró-miséria da CNBB, a Igreja brasileira, mais uma vez, dá um tiro no pé e não aprende a lição.
Apesar de o Vaticano ser um dos Estados mais ricos do mundo, a Igreja Católica sempre pregou a pobreza e sempre condenou o espírito empreendedor. A Igreja medieval que condenava o lucro é a mesma Igreja atual que condena a riqueza - dos outros, é claro. O grande problema da Igreja atual é que o povo brasileiro não agüenta mais viver na pobreza. Os brasileiros querem enriquecer e dar um padrão de vida melhor aos seus filhos do que o que herdaram dos seus pais.
Eu, que fui batizado, catequizado e comunguei, jamais concordei com essa postura hipócrita da Igreja de Roma. Aliás, eu sempre achei que a Igreja deveria mudar. Mas ela não muda. Não muda e pronto. Não muda porque não quer mudar, não quer dar a mão à palmatória e reconhecer que está totalmente errada nesse ponto, como em muitos outros.
Que me desculpem os carolas, mas se a Igreja brasileira continuar com esse discursinho, o Brasil se transformará rapidamente numa nação protestante, e será bem feito para o Clero. Com essa campanha pró-miséria da CNBB, a Igreja brasileira, mais uma vez, dá um tiro no pé e não aprende a lição.
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