Em setembro de 2009, durante um colóquio do Instituto Millenium, ao falar sobre os efeitos da crise financeira mundial na economia americana, o sociólogo Demétrio Magnoli fez uma profecia por meio de uma negação, isto é, ele disse que apesar de todos os problemas econômicos por que passavam os Estados Unidos, não se viu nenhuma vidraça de banco quebrada e nenhum banqueiro enforcado em Wall Street. Demétrio disse que isso não aconteceu por causa da democracia, pois ela possui, segundo ele, "a impressionante capacidade de absorver choques, e aí, eis que surge a presidência de Obama".
O que Magnoli não previu foi o desastre, a frustração, a nulidade do governo Obama, em praticamente todas as áreas, principalmente na geração de empregos. Outra coisa que Magnoli não previu foi o fato de que apesar de a democracia americana estar absolutamente intacta, milhares de cidadãos americanos ocuparam e permanecem acampados em Wall Street há mais de mês, vociferando contra tudo o que representa o sistema financeiro, principalmente os bancos, é claro.
Esse discurso um tanto romântico de que a democracia absorve todo e qualquer tipo de choques e convulsões sociais demonstrou-se excessivamente otimista, pois a situação sócio-econômica dos Estados Unidos é tão ineditamente desastrosa que a imprensa americana, ecoando o clamor do povo, vem se perguntando: "O que vem a ser o sonho americano? Qual o verdadeiro sentido desse sonho? Ainda é possível ´fazer a América´, tal como há 10 anos?"
De agora em diante, o principal exercício de futurologia que devemos fazer é: em que resultará a ocupação de Wall Street?
sexta-feira, outubro 28, 2011
terça-feira, outubro 25, 2011
Agradecimento
Pessoal, gostaria de agradecer a todos vocês por me ajudarem a atingir os 2 milhões de acessos no meu canal do YouTube, conseguidos na semana passada. Conto com vocês agora para atingir os 3 milhões. Obrigado!
A propósito: para quem ainda não conhece, meu canal no YouTube é www.youtube.com/slagp51
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sábado, outubro 01, 2011
O início de um processo benéfico e irreversível
A seguir, notícia publicada hoje no site da Folha de S. Paulo:
Plano libera uso de guarda privada em prisões e ônibus
DE SÃO PAULO
O governo federal quer permitir a contratação de empresas privadas para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor, informa a reportagem de Catia Seabra, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios --inclusive para agente de muralha-- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
A seguir, meus comentários:
Finalmente, o governo brasileiro está dando os primeiros passos numa coisa em que eu venho falando desde meus verdes anos: a privatização do sistema prisional. A exemplo de vários países europeus e de vários Estados americanos, o governo brasileiro finalmente percebeu que o modelo penitenciário estatal está falido já há muito tempo, e que a solução é contratar empresas de segurança armada para cuidar dos presídios e, conseqüentemente, aumentar o contingente da PM na rua, pois lugar de PM é na rua, não no quartel, e nem na cadeia.
A propósito: o próximo passo do processo será trocar os carcereiros estatais por carcereiros que sejam funcionários das empresas de segurança armada.
Plano libera uso de guarda privada em prisões e ônibus
DE SÃO PAULO
O governo federal quer permitir a contratação de empresas privadas para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.
Chamado "estatuto da segurança privada", o projeto foi apresentado pelo Ministério da Justiça a empresas e sindicato do setor, informa a reportagem de Catia Seabra, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Pela proposta, as empresas poderão atuar na segurança patrimonial dos presídios --inclusive para agente de muralha-- mas não assumiriam o papel de carcereiros.
Elaborado sob medida para realização dos Jogos Olímpicos e para a Copa, o texto atribui ao organizador de eventos a responsabilidade pela segurança interna nos estádios e praças de show.
A intenção seria liberar os PMs hoje dedicados à segurança de jogos e estádios.
A seguir, meus comentários:
Finalmente, o governo brasileiro está dando os primeiros passos numa coisa em que eu venho falando desde meus verdes anos: a privatização do sistema prisional. A exemplo de vários países europeus e de vários Estados americanos, o governo brasileiro finalmente percebeu que o modelo penitenciário estatal está falido já há muito tempo, e que a solução é contratar empresas de segurança armada para cuidar dos presídios e, conseqüentemente, aumentar o contingente da PM na rua, pois lugar de PM é na rua, não no quartel, e nem na cadeia.
A propósito: o próximo passo do processo será trocar os carcereiros estatais por carcereiros que sejam funcionários das empresas de segurança armada.
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