terça-feira, janeiro 03, 2012

A utopia do país sem problemas

Durante o show da virada de ano da RedeTV, comandado pelo pessoal do programa "Pânico", o humorista Fábio Rabin fez um número de stand-up no qual afirmou enfaticamente que o Brasil é uma merda e fez a seguinte observação:

O rap é uma música de crítica social. Ele floresce no terceiro mundo, em países como o Brasil. Não faz sentido fazer rap lá na Suíça! Imaginem o rap de um suíço: ´Eu ganho bem / Eu moro bem / Aqui só tem loira / Meu hobby é esquiar nos Alpes...´

O "rap suíço" do humorista segue mais um pouco, sempre dando a entender que a Suíça é um país que não tem problemas. Esse cidadão não tem muita cultura, pois desconhece que existe, sim, rap em países de primeiro mundo, tais como França e Alemanha, por exemplo, além do fato de que o rap nasceu justamente nos Estados Unidos!

Esse humorista representa uma fatia grande da população brasileira: os cidadãos que, além de detestarem o Brasil, acreditam que os países de primeiro mundo simplesmente não têm problemas, isto é, são sociedades perfeitas e plenamente justas. O grande problema desse raciocínio romântico é que todos os países do mundo têm problemas. É claro que há diferenças escalares entre o primeiro e o terceiro mundo, mas o que muda de um país para outro são os tipos de problemas, e não essa ilusão infantil de que este ou aquele país é literalmente um paraíso edênico, o Céu na Terra.

As pessoas, sejam elas brasileiras ou não, que acreditam que existem países sem problemas sempre se frustrarão com a situação da sua pátria, pois o target delas é não apenas alto, como também impossível de ser alcançado.

Eu creio piamente que o planeta Terra não foi feito para ser um paraíso. Na minha opinião, a Terra é uma escola para que todos nós evoluamos espiritualmente e mereçamos reencarnar em condições materiais cada vez melhores, neste ou em outro planeta. Não há paraíso de fato no mundo material.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Quer seja pobre, quer não, ladrão é ladrão!

Ontem, eu e meu pai voltamos de uma viagem que fizemos a Buenos Aires. Durante o vôo de volta, eu usei um dos banheiros da parte traseira do avião e não pude deixar de perceber que algum passageiro havia esquecido os seus óculos na pia. Ao sair do banheiro, imediatamente abordei uma comissária de bordo e lhe pedi para que ela ou outra comissária fizesse, pelo microfone, um aviso deste importante item esquecido dentro daquele lugar.

A tripulação não avisou os passageiros pelo microfone, mas, pelo menos, tomou uma outra boa providência: uma outra comissária entrou no banheiro, pegou os óculos e caminhou por duas vezes, indo e vindo, ao longo de todo o avião, mostrando os óculos acima da altura dos assentos para que todos pudessem ver o objeto em sua mão.

Quando a dita comissária caminhou no sentido contrário, da cabine para o fundo, um casal de velhinhos argentinos chamou a atenção da comissária como que pedindo pelos óculos. Neste momento, a comissária perguntou: "Estes óculos são seus?" Ao que ambos os velhinhos deram, em uníssono, uma resposta suspeitíssima: "Acho que são". Instantaneamente, a comissária percebeu que esse casal estava tentando roubar os óculos. Nesta fração de segundo logo após a resposta malandra do casal, a comissária fez a coisa certa: desconversou, calou, virou-se de costas, guardou os óculos consigo e saiu andando.

A grande maioria dos jornalistas, sociólogos e demais supostos especialistas em segurança pública costumar seguir aquilo que poderíamos chamar de "receita de bolo marxista sobre o crime": segundo estes pseudo-intelectuais, as pessoas se tornam criminosas porque são pobres, portanto, não tiveram boas oportunidades na vida, logo, a única maneira de o sujeito sobreviver é virar bandido. Porém, se nós usarmos esta receitinha pronta, como vamos conseguir explicar porque esses dois velhinhos, ricos e "acima de qualquer suspeita", são ladrões?

Na minha opinião, esta "receita de bolo marxista" sobre porque as pessoas se tornam criminosas é uma ofensa aos pobres, e não uma absolvição ou uma simples desculpa. Para estes palpiteiros comunistas, o caráter do indivíduo é proporcional à sua conta bancária. Mas e os bandidos ricos? Por que eles são assim?

sexta-feira, dezembro 02, 2011

PM sem colete

Diariamente, eu saio de casa e constato que a grande maioria dos policiais militares que eu vejo trabalhando nas ruas de Santos está sem o colete à prova de balas. Eu estou errado em entender que um policial fardado é um alvo natural dos bandidos?

Gostaria que essa pergunta fosse respondida por alguém que fale em nome da Polícia Militar.