Há um tempo atrás, um amigo meu me disse que um professor de economia de sua faculdade, comuna até a medula, fez a seguinte afirmação categórica: "Na economia capitalista, existe o princípio da obsolescência planejada: as empresas desenvolvem seus produtos/serviços plenamente cientes de que eles estarão obsoletos em 3 meses, por exemplo, para depois fazer um produto mais moderno e obrigar [sic] o consumidor a ter que comprá-los".
Analisando a fala desse egrégio propedeuta, pode-se constatar que ele se esqueceu de um detalhe fundamental: o mercado não funciona em uníssono, isto é, cada empresa desenvolve seus produtos/serviços no seu ritmo próprio; logo, sempre pode acontecer de o ritmo de uma empresa ultrapassar o ritmo de outra, fazendo com que os produtos/serviços da empresa A fiquem obsoletos antes do previsto por causa do salto da empresa B, e assim por diante. Aliás, às vezes pode acontecer o contrário também: pode ser que a empresa A desenvolva produtos/serviços que permaneçam atuais por mais tempo do que o previsto, pois as empresas B, C e D ainda não conseguiram dar um passo adiante.
Por fim, cabe comparar a situação supracitada, da economia capitalista, com o esquema de "funcionamento" da economia socialista: nela, impera o "princípio da obsolescência imediata e eterna", pois o desenvolvimento de produtos/serviços é monopolizado pelo Estado, que os impõe (aí sim!) aos cidadãos sem a menor possibilidade de renovação no mercado, simplesmente porque não há mercado, ora!
Qual dos dois modelos você prefere? Eu prefiro o primeiro. Se você prefere o segundo, é um direito que lhe assiste, mas faça o favor de preferi-lo bem longe daqui; de preferência com carteirinha de racionamento e cortando cana na roça!
quinta-feira, outubro 30, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
Loco sí, pero no tonto!
Sempre que acontece um massacre perpetrado por atiradores enfurecidos que invadem lugares públicos ou privados e matam dezenas ou centenas de pessoas, logo aparece um monte de palpiteiros afirmando categoricamente que essas pessoas são loucas.
Eu questiono a loucura desses bandidos com uma pergunta muito simples: por que eles só invadem lugares em que eles sabem que as pessoas estão desarmadas? Por que nenhum "louco" jamais invadiu, por exemplo, um congresso da tradicionalíssima instituição americana denominada Associação Nacional do Rifle? Porque esses atiradores enfurecidos tidos como loucos são como Don Quixote de La Mancha, o célebre personagem de Miguel de Cervantes que dizia: "Loco sí, pero no tonto!" O camarada sabe muito bem que para cada tiro que der, toma quarenta!
Na minha mui humilde opinião, louco é o sujeito que não mede as conseqüências em hipótese alguma. Se ele tem discernimento suficiente para não invadir um congresso da NRA, ele não é louco, e sim malandro.
É muito cômodo cometer um monte de crimes hediondos meticulosamente premeditados e depois alegar insanidade. Porém, a bem da verdade, como dizia William Shakespeare, "Por trás dessa loucura, existe um método!"
Eu questiono a loucura desses bandidos com uma pergunta muito simples: por que eles só invadem lugares em que eles sabem que as pessoas estão desarmadas? Por que nenhum "louco" jamais invadiu, por exemplo, um congresso da tradicionalíssima instituição americana denominada Associação Nacional do Rifle? Porque esses atiradores enfurecidos tidos como loucos são como Don Quixote de La Mancha, o célebre personagem de Miguel de Cervantes que dizia: "Loco sí, pero no tonto!" O camarada sabe muito bem que para cada tiro que der, toma quarenta!
Na minha mui humilde opinião, louco é o sujeito que não mede as conseqüências em hipótese alguma. Se ele tem discernimento suficiente para não invadir um congresso da NRA, ele não é louco, e sim malandro.
É muito cômodo cometer um monte de crimes hediondos meticulosamente premeditados e depois alegar insanidade. Porém, a bem da verdade, como dizia William Shakespeare, "Por trás dessa loucura, existe um método!"
terça-feira, setembro 09, 2008
Discussão de caráter
Recentemente, lembrei-me das inúmeras conversas que minha mãe já teve com meu pai a respeito de como era tratada por médicos (nesse caso, endocrinologistas) que a tratavam mal quando ela levava meu irmão para se consultar com eles. Meu irmão tem ojeriza de vários tipos de comidas; logo, sua alimentação é restrita a poucos itens, dentre eles queijo e derivados. Mas minha mãe reclamava, com razão, que ela chegava com meu irmão, gordinho e rosado, dizia que ele não comia quase nada e tinha as seguintes respostas: "Você está louca!", ou até pior: "Você é mentirosa!". Na minha humilde opinião, o mínimo que um profissional do ramo da saúde que está sendo muito bem pago deve fazer é não duvidar da palavra do paciente e dos seus acompanhantes.
Além disso, as faculdades de medicina, principalmente do ramo de saúde mental, bem como os cursos de psicologia, deveriam ensinar os seus alunos não apenas a curar os pacientes, mas também a como falar com eles. Parece-me que existe essa lacuna nesses cursos, pois já me tratei com psicólogos e psiquiatras que, além de não saberem como falar comigo, tinham graves desvios de caráter.
Infelizmente, não posso revelar os nomes deles, pois não tenho como provar o que estou dizendo e não quero passar por macartista, mas eu me tratei com 4 supostos especialistas que combinaram uma coisa com meus pais e depois, fizeram comigo exatamente o oposto daquilo que haviam prometido: duvidaram da minha palavra, me ofenderam, falaram sobre assuntos delicadíssimos de maneira estúpida etc., e o pior é que tudo isso custou uma fortuna. Já que hoje em dia fala-se tanto sobre ética médica, aproveito o ensejo para afirmar que esse tipo de comportamento está previsto no artigo 171 do Código Penal: estelionato da pior espécie, pois o que estava em jogo era a minha saúde mental; por extensão, minha qualidade de vida.
Assim sendo, faço, inclusive em causa própria, a seguinte sugestão: proíbam, de uma vez por todas, os violentíssimos trotes das faculdades de medicina e ensinem os seus alunos a tratarem seus pacientes com respeito e vergonha na cara. Em outras palavras, trata-se de uma discussão de caráter. As faculdades têm, urgentemente, que corrigir os desvios de caráter dos futuros profissionais da saúde. Quem é médico e não sabe lidar com gente tem que ser veterinário.
Além disso, as faculdades de medicina, principalmente do ramo de saúde mental, bem como os cursos de psicologia, deveriam ensinar os seus alunos não apenas a curar os pacientes, mas também a como falar com eles. Parece-me que existe essa lacuna nesses cursos, pois já me tratei com psicólogos e psiquiatras que, além de não saberem como falar comigo, tinham graves desvios de caráter.
Infelizmente, não posso revelar os nomes deles, pois não tenho como provar o que estou dizendo e não quero passar por macartista, mas eu me tratei com 4 supostos especialistas que combinaram uma coisa com meus pais e depois, fizeram comigo exatamente o oposto daquilo que haviam prometido: duvidaram da minha palavra, me ofenderam, falaram sobre assuntos delicadíssimos de maneira estúpida etc., e o pior é que tudo isso custou uma fortuna. Já que hoje em dia fala-se tanto sobre ética médica, aproveito o ensejo para afirmar que esse tipo de comportamento está previsto no artigo 171 do Código Penal: estelionato da pior espécie, pois o que estava em jogo era a minha saúde mental; por extensão, minha qualidade de vida.
Assim sendo, faço, inclusive em causa própria, a seguinte sugestão: proíbam, de uma vez por todas, os violentíssimos trotes das faculdades de medicina e ensinem os seus alunos a tratarem seus pacientes com respeito e vergonha na cara. Em outras palavras, trata-se de uma discussão de caráter. As faculdades têm, urgentemente, que corrigir os desvios de caráter dos futuros profissionais da saúde. Quem é médico e não sabe lidar com gente tem que ser veterinário.
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