Sempre me causou estranheza o termo pelo qual o PCC é designado pela mídia: "facção criminosa". Acontece que na minha cabeça, uma facção é uma divisão, uma ala interna interna de um grupo, uma parte de um todo, enfim. Aliás, uma das definições que o Dicionário Michaelis dá à palavra "facção" é:
"Grupo de conflito, geralmente pouco organizado e fluido, que marca a transição de um estado de desorganização para a reorganização da comunidade."
Você sabe muito bem que o PCC não tem nada a ver com essa definição, não é mesmo? A bem da verdade, o PCC é um todo, ou melhor, uma desgraça completa, e não uma parte de uma desgraça. Pode até ser que Marcola tenha criado o PCC como uma ala dissidente de uma malta já existente, mas mesmo se for esse o caso, hoje em dia o PCC é uma verdadeira multinacional do narcotráfico e do seqüestro, com escritórios que faturam milhões por mês e representantes comerciais em vários Estados brasileiros e países estrangeiros, além, é claro, da proteção por parte de muitos políticos e de muitos vagabundos profissionais das comissões e ONGs de direitos humanos.
Em suma, o PCC não é uma facção criminosa, e sim uma "empresa" que pratica concorrência monopolística e predatória metralhando seus concorrentes do ramo alternativo.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
Burocracia Vs. Heráldica
Finalmente A Tribuna se pronunciou sobre os dois brasões, embora tenha se esquecido de mencionar que eu havia levantado essa discussão através da Tribuna do Leitor. De acordo com a lei, não há dúvidas quanto à obsolescência do brasão da entrada do túnel Rubens Ferreira Martins. Porém, atentemos para as palavras do Sr. Antônio Carlos Silva Gonçalves - Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos:
"Teremos que fazer uma consulta ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), devido ao nível de proteção histórica em que o túnel se enquadra".
Pelo que me parece, o Secretário quis dizer que, dependendo da burocracia, o brasão do túnel Rubens Ferreira Martins poderá continuar a ser o obsoleto, e não o atualizado, ainda que a nova lei obrigue todos os órgãos municipais a usarem o brasão atual.
"Teremos que fazer uma consulta ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), devido ao nível de proteção histórica em que o túnel se enquadra".
Pelo que me parece, o Secretário quis dizer que, dependendo da burocracia, o brasão do túnel Rubens Ferreira Martins poderá continuar a ser o obsoleto, e não o atualizado, ainda que a nova lei obrigue todos os órgãos municipais a usarem o brasão atual.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Confirmação do "Dr. Jivago"
O arquiteto Percival Puggina escreveu o seguinte comentário no seu site pessoal:
VIDA PRIVADA E STALINISMO
Percival Puggina
21/12/2008
Está para ser lançado no Brasil o livro “Sussurros: a vida privada na Rússia de Stalin”, do historiador britânico Orlando Figues, que coletou, para a obra, centenas de histórias narradas pelos sobreviventes do stalinismo. Um dos paradigmas que, segundo ele, nortearam aquelas décadas de agressão à intimidade pessoal foi proposto pelo primeiro Comissário do Povo Soviético para Educação e Cultura, Anatóli Vasilievitch Lunacharski – para quem “a chamada esfera da vida privada não pode nos escapar porque é precisamente aí que o objetivo final da Revolução deve ser atingido”.
Fonte: www.puggina.org
Agora, penso cá comigo: será que o professor sobre quem falei recentemente gostaria de viver nesse "1984 stalinista"? Se ele acha que o conceito de vida privada é produto do capitalismo, será que ele gostaria da evasão de privacidade provocada pelo regime comunista? Tem gosto para tudo, não é mesmo?
VIDA PRIVADA E STALINISMO
Percival Puggina
21/12/2008
Está para ser lançado no Brasil o livro “Sussurros: a vida privada na Rússia de Stalin”, do historiador britânico Orlando Figues, que coletou, para a obra, centenas de histórias narradas pelos sobreviventes do stalinismo. Um dos paradigmas que, segundo ele, nortearam aquelas décadas de agressão à intimidade pessoal foi proposto pelo primeiro Comissário do Povo Soviético para Educação e Cultura, Anatóli Vasilievitch Lunacharski – para quem “a chamada esfera da vida privada não pode nos escapar porque é precisamente aí que o objetivo final da Revolução deve ser atingido”.
Fonte: www.puggina.org
Agora, penso cá comigo: será que o professor sobre quem falei recentemente gostaria de viver nesse "1984 stalinista"? Se ele acha que o conceito de vida privada é produto do capitalismo, será que ele gostaria da evasão de privacidade provocada pelo regime comunista? Tem gosto para tudo, não é mesmo?
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