A seguir, notícia da Folha Online:
26/01/2011 - 08h54
Duas tetranetas de Tiradentes também vão pedir pensão
RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO
Mais de 200 anos após a morte de Tiradentes, duas tetranetas do mártir da Inconfidência pretendem reivindicar uma pensão especial do governo que uma irmã delas já recebe. Nascidas no Rio, as irmãs moram em Brasília.
Carolina Menezes Ferreira, 67, disse à Folha que o direito à pensão existe porque a ascendência está provada por documentos. Ela afirma que o processo só não começou ainda por falta de tempo. "A gente sabe que, se entrar, é tranquilo que ganha", diz.
Carolina fará o pedido com a irmã Belita Menezes Benther, 71, que ganha pensão do governo do Distrito Federal pela morte do marido.
As duas querem o mesmo benefício que a caçula Lúcia de Oliveira Menezes, 65, recebe graças a uma lei proposta no governo do presidente Itamar Franco (1992-1994) e sancionada em 1996, já no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
A lei é específica para Lúcia e garante a ela "pensão especial mensal, individual, no valor de R$ 200, reajustável". O valor equivalia a dois salários mínimos na época.
PENSÃO
Lúcia afirma, porém, que só começou a receber a pensão em 2008, após vencer uma batalha judicial no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
O órgão argumentava que ela já recebia uma pensão pela morte do pai. Lúcia reclama também que o valor do benefício nunca foi reajustado e que hoje recebe R$ 215. "É um absurdo, eu ainda estou brigando", conta.
Corrigidos pela inflação, os R$ 200 estabelecidos na lei de 1996 equivaleriam atualmente a R$ 727.
Ela diz que um processo para aumentar o que chama de "pensãozinha" corre na Justiça Federal. "Foi bom você ligar, porque assim o Brasil fica sabendo que a gente tem que batalhar muito", afirmou ela.
O Ministério da Fazenda, que segundo a lei supervisiona o benefício de Lúcia, disse que não conseguiria confirmar ontem o valor recebido por Lúcia e desde quando ela recebe os recursos.
ASCENDÊNCIA
Lúcia diz que começou a reivindicar o pagamento dessa pensão em 1976.
Carolina, a irmã que ainda não recebe pensão, afirma que sempre ouviu do pai que eles descendiam do alferes Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792). "Eu falava para os meus coleguinhas [de escola] e eles morriam de rir", conta. Casada, ela diz "nunca" ter trabalhado na vida.
Tiradentes foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, após ter assumido toda a responsabilidade pelo movimento inconfidente --que lutava contra o domínio português. Após o enforcamento, o corpo foi esquartejado. Os demais envolvidos no movimento foram degredados.
A seguir, meus comentários:
Não bastassem as centenas (talvez milhares) de pessoas que se empanturram com a bolsa-ditadura, isto é, com as indenizações milionárias, às custas da "viúva", que são pagas mensalmente aos guerrilheiros e terroristas pseudo-coitadinhos que foram perseguidos pela ditadura militar (ou aos parentes deles), agora é a vez das tetranetas do pseudo-herói Tiradentes, que querem mamar nas tetas do governo federal, sendo que uma das 3 tetranetas já mama faz tempo, e ainda quer aumentar o valor da grana que recebe.
Há um detalhe fundamental que ninguém parece ter percebido: quando Tiradentes foi condenado à morte, executado por enforcamento e esquartejado, o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. Portanto, se essas 3 velhinhas oportunistas, das quais uma parece jactar-se de nunca ter trabalhado na vida, tivessem o mínimo de coerência, não obstante a cara-de-pau, elas teriam que processar o governo português e empanturrar-se de dinheiro do contribuinte lusitano, ora, pois!
Alguém poderia argumentar: "Essas senhoras estão desonrando a memória de seu grande ancestral, o herói Tiradentes!" Porém, a bem da verdade, em se tratando, como já falei, de um dos maiores pseudo-heróis (senão o maior) da história do Brasil, essas velhinhas estão apenas querendo mamar na "viúva" às custas de um ancestral famoso que não é digno da menor admiração.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
domingo, novembro 28, 2010
Nem toda restrição a estrangeiros é xenofobia
Abaixo, notícia publicada no UOL, mais precisamente no canal Opera Mundi:
28/11/2010 - 18:19 | Thaís Romanelli | São Paulo
Suíços aprovam em referendo expulsão de estrangeiros condenados pela Justiça
Os suíços aprovaram em referendo neste domingo (28/11) proposta para deportar estrangeiros condenados pela Justiça. A lista de crimes inclui porte de armas, drogas, estupro e assassinato, entre outros, mas também crimes menores, como sonegação de impostos. A medida foi proposta por partidos de direita e ocorre um ano depois de um outro referendo proibir a construção de minaretes muçulmanos no país, medida que gerou forte polêmica internacional.
De acordo com os números divulgados, 52,9% dos votos foram a favor da medida, e 47,1%, contra. O governo suíço elaborou uma contra-proposta que também resultava na expulsão de condenados, mas que levava em conta a gravidade do crime e os antecedentes dos criminosos. Essa proposta foi, no entanto, rejeitada.
O governo suíço teme que a aprovação da medida tenha uma má repercussão na comunidade internacional e que aumente os atritos com a União Europeia, da qual a Suíça não é integrante, mas com quem mantém uma série de acordos - por exemplo, o que garante a estadia de cidadãos de países membros da organização no país sem autorização especial.
Com a aprovação da medida, fica prevista ainda a expulsão de estrangeiros que abusam da ajuda social ou da seguridade social. Para todos os casos, a pessoa precisa ser condenada antes de ser expulsa. Em caso de expulsão, haveria interdição de entrar na Suíça por um período de 5 a 15 anos, dependendo do caso, e por 20 anos em caso de reincidência, um dos pontos mais criticados pela União Europeia, para quem a prática contraria o acordo bilateral sobre a livre circulação das pessoas.
Atualmente, mais de 20% da população da Suíça é estrangeira. As estatísticas oficiais dão conta de um aumento das condenações de estrangeiros nos últimos anos.
A seguir, meus comentários:
Essa matéria é extremamente tendenciosa, pois além de dar a entender que todo e qualquer partido europeu de direita é xenófobo por definição, insinua que é errado ou até desumano deportar estrangeiros condenados por crimes, mesmo em se tratando de crimes supostamente menores.
Quanto à proibição da construção de minaretes no território suíço, por mais questionável que essa lei seja, os países cristãos são muito mais respeitosos para com os muçulmanos e o islã do que os países muçulmanos o são em relação a toda e qualquer religiosidade não-islâmica. Na Arábia Saudita, qualquer cristão que saia na rua com um crucifixo no pescoço vai para a cadeia. No caso da Suíça, proibir minaretes é algo até suave, pois certamente a manifestação pública da fé islâmica continuará sendo livre.
Assim como o próprio Brasil já deportou estrangeiros condenados, a Suíça tem todo o direito de fazer o mesmo. E tem mais: segundo o referendo, o tempo máximo em que os estrangeiros deportados não poderão voltar a pisar na Suíça é de 20 anos. Pois é até pouco, pois nos Estados Unidos, por exemplo, o tempo em que os estrangeiros deportados não podem voltar a pisar em solo americano geralmente é o resto da vida, sem contemplação. E no caso dos Estados Unidos, estrangeiros que não são bandidos mas que mentem para tentar conseguir o visto americano também são proibidos de pisar em solo americano pelo resto de suas vidas, novamente, sem contemplação.
Se um estrangeiro entra no Brasil e é preso e condenado por porte de armas e/ou drogas ou por estupro ou assassinato, ele deve ser deportado o quanto antes, para comer às custas do sistema prisional do seu país de origem.
O governo suíço está montado na razão e não tem que dar bola para o que a ONU e nem tampouco a União Européia dizem, até porque a Suíça não é um país-membro da União Européia, e se algum estrangeiro de um país-membro for condenado por um crime, ele deve ser deportado, pois os estrangeiros europeus condenados devem ter o mesmo tratamento dos estrangeiros condenados do resto do mundo, pois uma coisa é a Suíça ter acordos com a União Européia; outra coisa é a Suíça permitir que a baderna que está rolando nos países-membros se prolifere dentro do seu território, ainda mais em se tratando de um país tradicionalmente neutro.
O governo suíço seria xenófobo se deportasse estrangeiros que não são bandidos, mas em se tratando de estrangeiros condenados, o governo suíço está tomando uma atitude patriótica e muito corajosa, pois está remando contra a maré do politicamente correto.
28/11/2010 - 18:19 | Thaís Romanelli | São Paulo
Suíços aprovam em referendo expulsão de estrangeiros condenados pela Justiça
Os suíços aprovaram em referendo neste domingo (28/11) proposta para deportar estrangeiros condenados pela Justiça. A lista de crimes inclui porte de armas, drogas, estupro e assassinato, entre outros, mas também crimes menores, como sonegação de impostos. A medida foi proposta por partidos de direita e ocorre um ano depois de um outro referendo proibir a construção de minaretes muçulmanos no país, medida que gerou forte polêmica internacional.
De acordo com os números divulgados, 52,9% dos votos foram a favor da medida, e 47,1%, contra. O governo suíço elaborou uma contra-proposta que também resultava na expulsão de condenados, mas que levava em conta a gravidade do crime e os antecedentes dos criminosos. Essa proposta foi, no entanto, rejeitada.
O governo suíço teme que a aprovação da medida tenha uma má repercussão na comunidade internacional e que aumente os atritos com a União Europeia, da qual a Suíça não é integrante, mas com quem mantém uma série de acordos - por exemplo, o que garante a estadia de cidadãos de países membros da organização no país sem autorização especial.
Com a aprovação da medida, fica prevista ainda a expulsão de estrangeiros que abusam da ajuda social ou da seguridade social. Para todos os casos, a pessoa precisa ser condenada antes de ser expulsa. Em caso de expulsão, haveria interdição de entrar na Suíça por um período de 5 a 15 anos, dependendo do caso, e por 20 anos em caso de reincidência, um dos pontos mais criticados pela União Europeia, para quem a prática contraria o acordo bilateral sobre a livre circulação das pessoas.
Atualmente, mais de 20% da população da Suíça é estrangeira. As estatísticas oficiais dão conta de um aumento das condenações de estrangeiros nos últimos anos.
A seguir, meus comentários:
Essa matéria é extremamente tendenciosa, pois além de dar a entender que todo e qualquer partido europeu de direita é xenófobo por definição, insinua que é errado ou até desumano deportar estrangeiros condenados por crimes, mesmo em se tratando de crimes supostamente menores.
Quanto à proibição da construção de minaretes no território suíço, por mais questionável que essa lei seja, os países cristãos são muito mais respeitosos para com os muçulmanos e o islã do que os países muçulmanos o são em relação a toda e qualquer religiosidade não-islâmica. Na Arábia Saudita, qualquer cristão que saia na rua com um crucifixo no pescoço vai para a cadeia. No caso da Suíça, proibir minaretes é algo até suave, pois certamente a manifestação pública da fé islâmica continuará sendo livre.
Assim como o próprio Brasil já deportou estrangeiros condenados, a Suíça tem todo o direito de fazer o mesmo. E tem mais: segundo o referendo, o tempo máximo em que os estrangeiros deportados não poderão voltar a pisar na Suíça é de 20 anos. Pois é até pouco, pois nos Estados Unidos, por exemplo, o tempo em que os estrangeiros deportados não podem voltar a pisar em solo americano geralmente é o resto da vida, sem contemplação. E no caso dos Estados Unidos, estrangeiros que não são bandidos mas que mentem para tentar conseguir o visto americano também são proibidos de pisar em solo americano pelo resto de suas vidas, novamente, sem contemplação.
Se um estrangeiro entra no Brasil e é preso e condenado por porte de armas e/ou drogas ou por estupro ou assassinato, ele deve ser deportado o quanto antes, para comer às custas do sistema prisional do seu país de origem.
O governo suíço está montado na razão e não tem que dar bola para o que a ONU e nem tampouco a União Européia dizem, até porque a Suíça não é um país-membro da União Européia, e se algum estrangeiro de um país-membro for condenado por um crime, ele deve ser deportado, pois os estrangeiros europeus condenados devem ter o mesmo tratamento dos estrangeiros condenados do resto do mundo, pois uma coisa é a Suíça ter acordos com a União Européia; outra coisa é a Suíça permitir que a baderna que está rolando nos países-membros se prolifere dentro do seu território, ainda mais em se tratando de um país tradicionalmente neutro.
O governo suíço seria xenófobo se deportasse estrangeiros que não são bandidos, mas em se tratando de estrangeiros condenados, o governo suíço está tomando uma atitude patriótica e muito corajosa, pois está remando contra a maré do politicamente correto.
sábado, novembro 06, 2010
Simpatias perigosas - parte 3
Lembrei-me de mais uma coisa: durante o papo com os pais da amiga da minha namorada, estávamos assistindo ao último debate entre Dilma e Serra, dois dias antes do segundo turno, quando de repente, a mãe da moça, que havia votado em Dilma no primeiro e que disse que votaria em Serra no segundo, afirmou, estupefata: "Eu não sabia que o Zé Dirceu estaria por trás da Dilma durante a campanha e no governo, caso ela ganhe." Ao que eu retruquei: "Mas é claro! O Zé Dirceu trabalha para o PT 24 horas por dia, independente do candidato do momento. O Zé Dirceu jamais se afastou e jamais se afastará do PT, pois seria o equivalente ao Pelé se afastar do Santos, ou ao Papa deixar de ser católico." E os pais da moça ainda riram disso.
Mau sabem esses dois cidadãos de classe média-alta que o PT não é um partido político comum, pois seus membros são soldados de uma causa que não admite interrupções ou intervalos de qualquer tipo. Os petistas não são políticos ocasionais, ora! Eles são políticos profissionais, isto é, vivem de fazer política em prol do PT.
É impressionante não apenas a memória curta, mas também, e muito mais, a ingenuidade do eleitorado brasileiro, inclusive, como se pode constatar, das classes mais altas da sociedade.
Mau sabem esses dois cidadãos de classe média-alta que o PT não é um partido político comum, pois seus membros são soldados de uma causa que não admite interrupções ou intervalos de qualquer tipo. Os petistas não são políticos ocasionais, ora! Eles são políticos profissionais, isto é, vivem de fazer política em prol do PT.
É impressionante não apenas a memória curta, mas também, e muito mais, a ingenuidade do eleitorado brasileiro, inclusive, como se pode constatar, das classes mais altas da sociedade.
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