Ontem, eu e meu pai voltamos de uma viagem que fizemos a Buenos Aires. Durante o vôo de volta, eu usei um dos banheiros da parte traseira do avião e não pude deixar de perceber que algum passageiro havia esquecido os seus óculos na pia. Ao sair do banheiro, imediatamente abordei uma comissária de bordo e lhe pedi para que ela ou outra comissária fizesse, pelo microfone, um aviso deste importante item esquecido dentro daquele lugar.
A tripulação não avisou os passageiros pelo microfone, mas, pelo menos, tomou uma outra boa providência: uma outra comissária entrou no banheiro, pegou os óculos e caminhou por duas vezes, indo e vindo, ao longo de todo o avião, mostrando os óculos acima da altura dos assentos para que todos pudessem ver o objeto em sua mão.
Quando a dita comissária caminhou no sentido contrário, da cabine para o fundo, um casal de velhinhos argentinos chamou a atenção da comissária como que pedindo pelos óculos. Neste momento, a comissária perguntou: "Estes óculos são seus?" Ao que ambos os velhinhos deram, em uníssono, uma resposta suspeitíssima: "Acho que são". Instantaneamente, a comissária percebeu que esse casal estava tentando roubar os óculos. Nesta fração de segundo logo após a resposta malandra do casal, a comissária fez a coisa certa: desconversou, calou, virou-se de costas, guardou os óculos consigo e saiu andando.
A grande maioria dos jornalistas, sociólogos e demais supostos especialistas em segurança pública costumar seguir aquilo que poderíamos chamar de "receita de bolo marxista sobre o crime": segundo estes pseudo-intelectuais, as pessoas se tornam criminosas porque são pobres, portanto, não tiveram boas oportunidades na vida, logo, a única maneira de o sujeito sobreviver é virar bandido. Porém, se nós usarmos esta receitinha pronta, como vamos conseguir explicar porque esses dois velhinhos, ricos e "acima de qualquer suspeita", são ladrões?
Na minha opinião, esta "receita de bolo marxista" sobre porque as pessoas se tornam criminosas é uma ofensa aos pobres, e não uma absolvição ou uma simples desculpa. Para estes palpiteiros comunistas, o caráter do indivíduo é proporcional à sua conta bancária. Mas e os bandidos ricos? Por que eles são assim?
quinta-feira, dezembro 22, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
PM sem colete
Diariamente, eu saio de casa e constato que a grande maioria dos policiais militares que eu vejo trabalhando nas ruas de Santos está sem o colete à prova de balas. Eu estou errado em entender que um policial fardado é um alvo natural dos bandidos?
Gostaria que essa pergunta fosse respondida por alguém que fale em nome da Polícia Militar.
Gostaria que essa pergunta fosse respondida por alguém que fale em nome da Polícia Militar.
quarta-feira, novembro 23, 2011
Esportista não é sociólogo!
No mês passado, o humorista Danilo Gentilli entrevistou o jogador Serginho, da Seleção Brasileira de Vôlei, no programa "Agora é tarde", da TV Bandeirantes. Num dado momento da entrevista, Gentilli perguntou a Serginho se ele achava que a Copa do Mundo do Brasil e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deixariam um legado de prosperidade sócio-econômica para o Brasil como um todo. Serginho respondeu:
Eu sou da periferia de São Paulo; a rua da casa da minha mãe não tem asfalto até hoje. Depois da Copa e da Olimpíada, a rua dela vai continuar sem asfalto. Então, por esse tipo de coisa, eu acho que não haverá legado nenhum.
Após a resposta de Serginho, Danilo declarou achar interessante que essa negação do legado viesse de um esportista que já foi medalhista e campeão olímpico.
Muita gente pode pensar que Serginho está errado, mas o fato é que ele está certo - de acordo com a realidade dele, é claro. Um esportista, por definição, não é uma pessoa orientada à reflexão, à análise de conjuntura, e muito menos a teorizar sobre o futuro de uma nação e o que se deve fazer para melhorar um país. A inteligência de uma pessoa como Serginho é corporal, e não intelectual. Não se pode querer que um esportista pense e aja como um sociólogo, por exemplo. São as antípodas dos tipos de inteligência.
A tarefa de pensar o futuro de uma nação cabe aos intelectuais, dentre eles, os sociólogos, os educadores, os economistas, os políticos, os empresários etc., jamais aos esportistas. A tarefa deles é outra: cuidar do corpo e obter o melhor desempenho possível, cada um no seu esporte.
Na minha opinião, a Copa e a Olimpíada não apenas vão deixar um legado maravilhoso para o Brasil como eu creio piamente que o Brasil vai ganhar a Copa e liderar o quadro de medalhas da Olimpíada!
Eu sou da periferia de São Paulo; a rua da casa da minha mãe não tem asfalto até hoje. Depois da Copa e da Olimpíada, a rua dela vai continuar sem asfalto. Então, por esse tipo de coisa, eu acho que não haverá legado nenhum.
Após a resposta de Serginho, Danilo declarou achar interessante que essa negação do legado viesse de um esportista que já foi medalhista e campeão olímpico.
Muita gente pode pensar que Serginho está errado, mas o fato é que ele está certo - de acordo com a realidade dele, é claro. Um esportista, por definição, não é uma pessoa orientada à reflexão, à análise de conjuntura, e muito menos a teorizar sobre o futuro de uma nação e o que se deve fazer para melhorar um país. A inteligência de uma pessoa como Serginho é corporal, e não intelectual. Não se pode querer que um esportista pense e aja como um sociólogo, por exemplo. São as antípodas dos tipos de inteligência.
A tarefa de pensar o futuro de uma nação cabe aos intelectuais, dentre eles, os sociólogos, os educadores, os economistas, os políticos, os empresários etc., jamais aos esportistas. A tarefa deles é outra: cuidar do corpo e obter o melhor desempenho possível, cada um no seu esporte.
Na minha opinião, a Copa e a Olimpíada não apenas vão deixar um legado maravilhoso para o Brasil como eu creio piamente que o Brasil vai ganhar a Copa e liderar o quadro de medalhas da Olimpíada!
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